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Onda Latina

domingo
24.Mar 2019
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Papo 10 com Míriam Miràh PDF Imprimir E-mail
Escrito por Franklin Valverde   
06-Fev-2009
miriam5.jpgQuem já ouviu Míriam Miràh sabe que ela é dona de uma das mais belas vozes do Brasil. A cantora, que iniciou sua carreira artística no Tarancón nos anos setenta, hoje é um dos destaques do Raíces de América. Alguns se perguntariam: "Mas, eles não eram rivais?" Sim, mas isso não causou briga nem entre os dois grupos e nem entre os fãs dos três. Na área da música latino-americana no Brasil, Míriam Miràh é uma das poucas unanimidades. Sorte dos dois grupos que registram em suas histórias a participação da Míriam em umas de suas formações. Sorte dos fãs da cantora que tiveram a oportunidade de ver e ouvir o repertório da estrela consideravelmente ampliado. Agora, curtam as histórias de Míriam Miràh, suas opiniões e seus projetos para este ano.

1-O que representou o Tarancón na sua carreira?

Míriam Miràh - A criação desse grupo representou tantas coisas pra mim:

a) Representou sustentar posturas, atitudes diante da vida, o que aprendi com os espanhóis do CDE (Centro Democrático Espanhol, uma "agremiação" de imigrantes que se reunia aqui em Sampa para arrecadar fundos para os presos políticos espanhóis nos anos 70, ainda sob a ditadura de Franco), encabeçados por Juan Blanco, responsável também pelo suporte aoTarancón no começo da caminhada.

b) Com meu olhar de hoje, recordo-me da relação mágica que se estabeleceu entre nós e o "novo" som que havíamos descoberto e que queríamos divulgar no Brasil, lembro-me do trabalho verdadeiramente cooperativo, formando uma corrente de fé inquebrantável, baseada em nossa cumplicidade e na beleza da sonoridade daquela América do Sul que vivenciamos.

c) Lembro-me da esperança, das perspectivas, pois se de um lado vivíamos a opressão da ditadura e a ausência dos nossos maiores talentos musicais num exílio forçado, de outro essas canções deram sequência, preencheram uma lacuna, nos deu certeza da continuidade da história, da transformação.

d) Conhecemos este País de recantos tão diferentes, multicultural, e pessoas importantes, conhecidas e anônimas, que enriqueceram nossas vidas. Aqueles jovens que éramos, de repente viram as portas do mundo serem abertas, para integrá-lo com profundidade.

e) Embora a música já fizesse parte da minha vida, profissionalizei-me após assinar o contrato para o primeiro disco, o que determinou minha saída do emprego e da Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Tive a sorte de conviver com músicos excelentes, como Juan Falu, Halter Maia, Sergio Turcão, Jica, isto me tornou uma profissional melhor.

2-Por quê você saiu do Tarancón?

Míriam Miràh - Depois de nove anos com o Grupo, veio uma forte sensação de que deveria procurar outro caminho musical. Era também bastante complicado estar ligada pessoal e profissionalmente a um dos integrantes, além do natural desgaste do relacionamento com os outros, pois ocorre também uma espécie de casamento entre todos, dada à intensa convivência na elaboração do trabalho e ensaios, gravações, viagens, shows, tudo isso sem um saudável afastamento ou férias programadas, já que seguir uma agenda de shows significa ter quase total disponibilidade. Aí você percebe uma relação cheia de vícios e começa a não visualizar uma saída para a renovação do trabalho musical. A minha inquietude girava em torno de me aprofundar novamente na MPB e à minha maneira misturar com a experiência da canção "latina". Após três anos da minha saída do Grupo, essa idéia concretizou-se no Festival dos Festivais da Rede Globo, com a canção "Mira Ira", interpretada por mim, Lula Barbosa, Placa Luminosa com o brilhante arranjo de Mário Lúcio Marques, me dando inclusive a oportunidade de chamar o Tarancón a participar desse momento sublime.

3-Participar do Festival dos Festivais, da Rede Globo, defendendo "Mira Ira" foi o ápice de sua carreira?

Míriam Miràh - Meu olhar para a vida profissional não é esse. Embora musicalmente (e coincidentemente para a mídia) tenha sido um momento de "ápice", e nossa criatividade tenha dado um resultado tão maravilhoso, tive outros momentos tão importantes quanto esse: o primeiro show do Tarancón no Tuca, cantar com Mercedes Sosa no Anfiteatro ao ar livre da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP), e no ano passado fazer o show com Isabel Parra no Projeto Mulheres do Sol, depois de tantos anos de uma luta quase insana. Naquele instante contamos com a força da mídia, numa exposição de quase seis meses (tempo que o Festival durou) e isso determina poder, não competência. A televisão pode tanto que até quem não tem nada além da cara de pau e falta de talento pode ficar famoso e momentaneamente ser visto como um astro. Depois de tantos anos, cada trabalho novo tem para mim o mesmo frescor dos anteriores, cada nova canção a interpretar me dá a mesma emoção da primeira, mesmo vivendo num País que não ama seus talentos.

4-Em todos os seus shows sempre pedem pra cantar "Mira Ira". Você não está cansada de sempre ter que interpretar essa música, já que o seu repertório vai muito além dela?

Míriam Miràh - Essa música é tão boa que tem vida própria. Ela sobreviveu até hoje sem nenhum apoio da mídia, e sempre ganha novas interpretações, como a de Nicholas, um intérprete de apenas nove anos. Ela é presença obrigatória nos meus shows, mesmo com repertório renovado, e posso até ocasionalmente estar cansada de interpretá-la, mas basta dizer e cantar seus primeiros versos que ela vai caminhando sozinha e me leva junto, sempre com emoção.

5-Como é ser atualmente a vocalista do Raíces de América, o arqui-rival do Tarancón? miriam1.jpg

Míriam Miràh - Deixei o Tarancón no começo de 1982, com a perspectiva de não mais integrar uma banda, mas exatos vinte anos depois toca o telefone, Willy Verdaguer me convida a integrar o Raíces e eu aceito! Foi e tem sido um alto deleite interpretar esse cancioneiro da nossa América do Sul, além de convivermos com humor e harmonia. Claro, toda banda passa pelos seus momentos e esta não é diferente, mas percebo que até agora, chega-se a um senso comum, além, é claro, da competente liderança musical de Willy. E mais: embora aos caminhos musicais e as cabeças dos dois grupos, Tarancón e Raíces, sejam diferentes, não há porque rivalizar hoje em dia, já que cada um tem seu espaço. Em 2005/06 dividimos o palco no Sesc-Pompéia, no Avenida Club e no Memorial da América Latina.

6-Como o seu público recebeu a sua ida para o Raíces?

Míriam Miràh - O único sinal claro que recebi é que este público de música latino-americana não estava informado da minha carreira individual, aliás, nunca tive o talento dos "marqueteiros", mas que bom, através do Raíces ficaram sabendo. E recebo o carinho do público e dos componentes da banda como se a vida inteira tivéssemos convivido: é uma das recompensas que recebi da vida, o reconhecimento e o respeito para alguém como eu, que sempre procurou manter sua autenticidade.

7- Como está sendo essa nova etapa de sua carreira?

Míriam Miràh - Com o decorrer dos anos, percebemos que podemos trabalhar da maneira que quisermos, enquanto indivíduo e como grupo. Faço atualmente três trabalhos co-relacionados: o Raíces, A Tribo Mira Ira (com Lula Barbosa e Mário Lúcio Marques) e o meu, além de participar em algumas oportunidades de shows com o Trio Boa Vista (Jica y Turcão e Jayme Lessa) e Edwin Pitre, o Mestre que me ensinou os ritmos caribenhos, e também de me juntar a outras cantoras em eventos. Basta marcar na agenda e cumprir as metas.

8-E a sua carreira solo, está suspensa?

Míriam Miràh - No ano passado, o evento mais importante foi o show com Isabel Parra, com quem não me encontrava há muitos anos. Atualmente tenho quatro projetos montados: 1) Míriam Miràh canta Pablo Milanés e Silvio Rodríguez; 2) Violeta e Izabel por Míriam Miràh; 3) Bossa Latina e 4) O show comemorativo de 35 anos de carreira, A Mão do Tempo.

9-Vem algum novo CD por aí?

Míriam Miràh - A batalha agora é para gravar todos esses projetos, e com a decadência do mercado de CDs (que hoje só cumpre a função de divulgação e cartão de visitas), temos que buscar patrocínio.

10-Tem algum novo projeto sendo elaborado?

Míriam Miràh - A partir deste ano, espero estar lançando esses projetos em shows, não importa em que ordem aconteçam. No momento também penso que seria interessante juntar a maioria dos companheiros de trabalho nestes 35 anos de carreira para  fazermos uma roda sonora em algum palco aqui em São Paulo, quem sabe em todo o Brasil!

Atualizado em ( 06-Fev-2009 )
 
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