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Onda Latina

sexta
07.Ago 2020
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Escrito por Bete Marun   
23-Set-2009

Ela tinha pouco tempo para se livrar daquele intruso. Não queria que ele fosse prejudicado pelo que pretendia fazer. Mas ele não parecia entender e queria ficar conversando mais um pouco. Marilia nem ouvia direito o que ele estava falando. Estava atenta no que iria acontecer dali a pouco.

Olhou para a janela procurando uma nuvem negra que antecedesse uma tempestade violenta para convencê-lo a sair. Nada. O sol brilhava e apenas um vento frio anunciava uma mudança climática não tão próxima.

Seria injusto que ele sofresse por algo que não sabia mas, se ele não fosse embora acabaria sendo uma vítima inocente. Olhou seu relógio. Faltavam alguns segundos.

Seus pensamentos percorreram toda sua vida com a rapidez incrível e muito maior do que os ponteiros da máquina. Recém nascida chorando e presa numa mesa de cirurgia.  Menina sapeca querendo livrar-se das agulhas. Moça bonita e cheia de medos.

Marília tinha chegado enfim à maturidade embora poucos acreditassem ser isso possível.

Examinou as horas, novamente, e insistiu para que ele fosse embora. Mais alguns segundos e não haveria mais tempo...

O teto desabaria, a água entraria furiosa, o fogo consumiria tudo e a terra invadiria todos os vão dos tijolos.

Marília sempre fizera segredo do seu passado. Ninguém sabia de onde ela vinha e muito menos o que pretendia. Era estranha e queria permanecer assim. Não se importava com o falatório da vizinhança e tinha vindo morar ali por motivos secretos e esperançosos. . 

Estava disposta a correr todos os risco e não queria companhia. Olhou novamente seu relógio e voltou a insistir para que o intruso fosse embora.

Dizia ele não ser um estranho qualquer e que não merecia ser expulso daquela maneira.

Marília tornou a pedir-lhe que fosse embora o mais depressa possível e que não haveria tempo para explicações ou reconhecimento de alguém que ela não conhecia. Mesmo que fizesse um esforço para tentar remexer suas lembranças e encontrar aquele rosto, um minuto já se passaria e tudo estaria perdido.

Os primeiro suspiros da terra foram bater no basculante da janela. O barulho foi tão forte que pela primeira vez ela percebeu que o intruso vacilou. Talvez ele não resistisse a mais algum dos imprevistos que ela sabia que iriam acontecer.

Os segundos corriam no sentido do próximo minuto.

Marilia olhou outra vez aquele rosto desconhecido e semiapavorado e tentou encontra-lo no passado. Imaginou-o com uma mascara escondendo sua boca e seu nariz. Um médico! Poderia ser aquele que a carregou para a mesa de cirurgia? Não. As sobrancelhas não eram tão grossas e negras como as do intruso.

Lentamente, em oposto à rapidez de suas conjecturas, mais um segundo se passara. A complementação dos sessenta estava próxima. 

Marilia reiterou seu pedido para que o intruso fosse embora.

Diante da teimosia dele talvez fosse melhor aceitá-lo como participante de sua vida. Mas onde ele caberia? Infância? Juventude? Maturidade? Ou o que era mais provável, sua velhice? Sua morte?

A negativa em sair dali foi comunicada apenas por um gesto de mão. Mão lodosa que Marília reconheceu como aquela que via diariamente lenhando lá num galpão distante de sua casa. Para ver aquele gesto ela subia no telhado e percebia os segundos ou minutos que o som da machadada na madeira demorava para alcançar seus ouvidos. Seria ele aquele lenhador?

Não tinha nenhum sentido pensar que poderia ser ele. Que motivo teria para estar ali? Mais uma vez suas recordações de menina a levavam à suposições inadmissíveis.

Agora o chão começava a balançar. Ele apoiou-se na parede e Marília procurou minimizar a sensação desagradável movendo seu corpo no sentido contrário. Só assim conseguia manter-se em equilíbrio e mais uma vez mandou que ele fosse embora.

Ela tinha planejado tudo muito bem, mas o intruso estava atrapalhando a concretização do seu objetivo.

Marília sentiu que ele resistiria. Estava tão curioso para saber o que ela pretendia fazer que parecia ter as pernas grudadas no chão. Entretanto estava apavorado. Será que seu desejo irreprimível de conhecer os segredos dela não o deixavam se mover?

Marília nunca revelaria a ele, ainda mais sendo ele um estranho... aquelas pernas! 

Subiam à sua frente a escada do trampolim. Eram grossas, morenas e lindas. Acanhada olhou para cima e apenas viu o calção grudado em suas nádegas. Queria ver o resto do corpo dele, mas não era possível da posição em que estava. Tinha que seguir atrás obedecendo a ordem da fila dos que iriam mergulhar na piscina do clube. 

Quando ela chegou na ponta da prancha do trampolim o rapaz já estava saindo d'água. Não eram apenas suas pernas ele tinha um corpo bonito e um rosto inesquecível. Olhou para ela e aguardou seu salto.

O medo a impediu de pular e ficou como uma boba na borda do trampolim olhando fascinada para ele e ouvindo os insistentes pedidos para que saltasse. Retrocedeu e desceu a escada acompanhada por aquela sensação terrível de pânico que custou a deixá-la.

Não é o intruso, pensou, porque ele não tem aqueles olhos azuis e profundos que nunca mais ela viu.

O que fazer? Não podia completar seu plano porque o intruso estava ali, mas havia uma saída lateral e talvez fingindo que saia ele iria atrás dela e sairia também. Depois voltaria e completaria o que estava escrevendo.

Antes mesmo de usar essa estratégia ele encaminhou-se para a porta. Enfim ficaria livre dele? Mas não, o intruso fechou a porta e trancou-a com a chave. Era o sinal de que não sairia.

O minuto se completou.

Marília entregou-se a ele e tudo o que previra acontecer, aconteceu dentro dela e ele nunca saberia que estava sendo uma vítima inocente de suas fantasias..

 

follow link BETE MARUN, paulistana que se aventurou em contos eróticos (revista https://menswahrremeanistcong.tk Status) descobrindo o prazer de escrever. Algumas outras publicações de contos, não necessariamente eróticos, renderam outros prêmios e a publicação de en.sirekeko.tk O olhar do macaco. Cadastrada no riacadiwanlimet.ga Dicionário crítico de escritoras brasileiras, ela diz "continuo brigando e me apaixonando pelas letras apesar de morrer de medo delas". Recentemente lançou o livro As tranças de Isabel, lançamento da Miró Editorial.

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Atualizado em ( 23-Set-2009 )
 
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