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Onda Latina

quarta
13.Dez 2017
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Um quarto no Samaritano PDF Imprimir E-mail
Escrito por Umba Hum   
02-Dez-2017

bom_samaritano_-_franklin_valverde.jpgUm longo corredor acessa o quarto 501. Longo como todos os corredores hospitalares. Neles anda-se, anda-se, encontra-se um balcão devidamente mobiliado, computadores, TV num programa global, funcionários para assepsia vestidos uniformemente para identificação externa, quartos semiabertos na penumbra, quartos com visitantes que visitam convalescentes, visitantes que circulam de dentro pra fora e de fora pra dentro de portas que se abrem e se fecham, enfermos em alta com seus acompanhantes ao lado... Pouco antes do final do longo corredor – a numeração é a senha da seta de direção: começo, meio e fim... (501 é o princípio) –, como outros corredores em cujas esquinas abrem-se espaços labirínticos, um par de descedores (elevador eleva; descedor, desce: uma questão de subir para cima e descer para baixo...). Em frente do par descedor, como um aquário para exibição pública de espécies aquáticas, enfileiradas e organizadas como um batalhão militar, cadeirinhas para recém-nascidos: todas as cadeirinhas vagas, em exibição para olhar dos saintes do descedor (elevador, para quem sobe pra cima...).

 

 

O quarto 501 do bom Samaritano (Inaugurado em 25 de janeiro de 1894, para realizar desejo do imigrante Achao, chinês, que, desembarcado em São Paulo em 1884 com febre tifóide, atendido na Santa Casa de Misericórdia precisou converte-se ao catolicismo, segundo regras e costumes da época, por isso sonhou uma instituição hospitalar para receber pessoas de todas as crenças, raças e nacionalidades, sem distinção), 12 m2 aproximadamente: 4mX3m aprox. Isso excluindo um WC (water-closet) para higiene: 1,5mX1,5m aprox., não mais: privada, lavatório, espelho. O pé direito padrão para quarto hospitalar. Paredes Idem: brancas. Porta de madeira branca: 0,8mX2,10m, padrão. O branco em matizes gelo, alvo, esmaecido, encardido pela ação do tempo. Da entrada da porta de entrada uma entrée; área 1,5mX1,5m aprox.: dimensão aproximada do water-closet. Paredes internas do WC formam uma L de cabeça para baixo, para quem está na entrée. Tijolos das paredes: 5cm+5 de reboco, com desconto dos pontos em que o prumo desnivelou. Tijolos da época em que foi construído o prédio nº 1.486 da Conselheiro Brotero (frontão em estilo neoclássico: como se pode ver pelos frisos e cornijas que adornam a fachada principal), uma rua que tem início na Av. General Olimpio da Silveira, em cuja esquina há um posto de gasolina Shell (à esquerda, na subida; à frente do Shell, uma revendedora Pirelli), e se estende em mão única até a R. Dr. Veiga Filho, quando fica dupla no quarteirão justamente do bom Samaritano e termina no final da Av. Higienópolis, que se inicia no entroncamento esquerdo da R. Maria Antônia, que pouco mais de 4 décadas atrás abrigou no nº 294 a FFCL, atual FFLCH, abrigada no Butantã.

Duas horas e meia antes da intervenção para cauterizar calo no ouvido esquerdo DELA no bom Samaritano, numa tarde de céu azul-esmaecido e sol de brilho opaco pela elevação de gases da superfície e termômetros que registram 24ºC, a condutora dos internados, 1,63m aprox., 59 kg aprox., cabelos castanhos compridos presos como convém num hospital, tez branca, uniforme azul-aeronáutica, apresenta o 501. Aponta com o dedo direito e braço levemente inclinado para baixo, para o aparelho de comunicação, que se encontra num criado-mudo à esquerda de quem na cama está deitado; e recomenda prefixo 09 para situação-extra em que a comunicação ensejaria expensas fora do pacote para pernoite. O WC fica à esquerda da entrée, que apenas serve para circulação dos entrantes; a porta do WC, fica no limite entre a parede interna perpendicular à porta de entrada e o restante do 501. Na entrée, à esquerda, próximo ao rés do chão, um frigor-bar, 50X40. Da porta do 501 se avista, 40 cm ao pé da cama, uma console sob uma TV 24 polegadas grudada na parede, tela recurvada marca Panasonic. À esquerda, cobrindo a parede interna do WC, paralela à porta de entrada do 501 e perpendicular à porta do WC, um armário embutido de madeira aglomerada reveste a totalidade da parede; nele espaço para pertences, toalhas na cor cinzenta envoltas por plásticos sob pressão lembram instalações de artes plásticas nas bienais. Na frente do armário de madeira aglomerada, 60 cm aprox., uma cama hospitalar. Armação de ferro verde padrão revestida por lençóis brancos recomendados pela assepsia modernoitocentista. Ao lado da cama, de frente para a porta de entrada um sofá para três e uma poltrona, ambos de madeira aglomerada clara e estofados verdes separados aprox. 40 cm repousam recostadas na parede feita de tijolos duplos que separa o bom Samaritano do mundo exterior. A janela oblonga em folhas de madeira que correm da direita para a esquerda e da esquerda para a direita abre-se para o NE, numa obliqüidade de não mais que 20º. O sol matinal penetra no 501 na direção dos pés da cama se se tomar a cabeceira como base. Isso porque estamos no outono – passados 19 dias do equinócio. Nos meses de inverno o sol descreve trajetória em outro ângulo e alcança menor extensão da cama, mas insuficiente para que os raios solares alcancem a cabeceira. A parede esquerda para quem entra pela entrée jamais reflete a luz solar. Aberta a janela do 501 vê-se frondosos fícus que encobrem pequenas tipuanas plantados no canteiro central da Av. Pacaembu, mas infelizmente o Estádio onde Pelé marcou antológicos goles nos 60 não pode ser avistado: fica coberto pela parede que suporta a janela que corre para a esquerda e para a direita e para a direita e para a esquerda e se estende até a extremidade à esquerda de quem se encontra no interior do 501 do bom Samaritano. Tampouco se pode ver o famoso Minhocão, de cuja visão é interceptada pela floresta de prédios construídos na época do milagre econômico. Tampouco se pode ver ao fim, na fronteira da pauliceia com Mairiporã, a Serra da Cantareira.

Assim é o 501 do bom Samaritano. Que em dia de Lua-cheia, véspera da Paixão (no terceiro múltiplo de 3 do século que resulta a partir de Cristo de 7 múltiplos de 3), recebeu ELA para cauterizar calo no ouvido esquerdo que a incomodava faz mais de ano após diagnóstico no consultório de um Esculápio, Dr. Tibério César Conte, oriundo da Itália meridional a se considerar a origem do sobrenome.

Ilustração: Bom samaritano - Franklin Valverde 
Atualizado em ( 02-Dez-2017 )
 
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