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Onda Latina

sexta
26.Abr 2019
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Um caso sibilino e sensual PDF Imprimir E-mail
Escrito por Umba Hum   
17-Jan-2019

vamp_-_franklin_valverde.jpgEla tem um quê de Mortícia Adams. Não é possível dizer se ela gosta dessa personagem ou da comparação. É apenas uma primeira aproximação para anunciar que ela é uma espécie de vamp. Mortícia Adams nada mais é que um modelo retirado das vamps do expressionismo alemão. É só ver Theda Bara, a primeira vamp do cinema, em Cleopatra, ou Lil Dagover no Gabinete do Dr. Calligari, ou Brigitte Heln, em Metrópolis, ou ainda – por que não é uma musa do expressionismo – Greta Garbo como Mata Hari. Essas mulheres nesses filmes são antes de tudo misteriosas e sedutoras; algo completamente diverso da beleza oxigenada e esfuziante das atrizes de Hollywood. A beleza delas está em esconder uma parte de si e dominar a imaginação masculina.

O rosto e os trejeitos dela lembram os dessas divas: algo misterioso num sorriso ocasional, olhos penetrantes e vivazes, perfeito equilíbrio entre a brancura da pele, o preto do cabelo, a delicadeza dos lábios e o contorno do queixo.

As vamps são um retrato de época; de uma época em que as mulheres tinham mais que um padrão ditado pela moda e pela mídia. Ela talvez não concorde, mas o fascínio dela está em não fazer o tipo capa de revista. A graça pra dela está no mistério e na sedução.

Diante de uma vamp, nenhum final convém; esconder-se é se mostrar (o clichê é fácil, mas funciona); escrever é isso também: vê-la andando e querer andar junto (nenhum caminho se cruza, nenhum dá no esperado, dos muitos alguns não levam a lugar algum, perdem-se em desperdício, mas todos caminham; nós caminhamos e nossa lei é caminhar); ouvi-la ao telefone e não tê-la ao lado...

Quando começa a história?

Não! A história não começa: é só um quadro; com data de fabricação

Dentro dele move-se a moça (Shirley), casual wear

E nos meus olhos fica uma impressão (esta impressão)

(com glamour, escrita por um triste voyeur) A moça me ouve; é cautelosa, mede as palavras com régua e compasso

A moça fala: sua voz maviosa me inunda (é de uma rouquidão sedutora)

Meus olhos a encontram; meu olhar... um olhar de esguelha...

Vê-la é congelar o olhar; torcer a postura; a respiração quente e úmida, o pulso impresso no sangue; cumprir a rota planejada, executar uma missão (a moça, infalível): todos os feitiços enganam.

Tuas mãos são quentes, macias.

Te pego pela mão: duas mãos; tateio os caminhos a seguir no mapa da própria palma.

A investigação segue, infinita: o mundo cabe na tua mão.

Anda, moça, anda que eu te espero;

Você vem, vem, vem... (não sei);

Cada passo é o verbo conjugado: amor, intransitivo.

Conheço o doce de tuas palavras: o teu vestido cheio dos teus quadris. Há um lado patético na escrita; desgrudo-me de mim mesmo e crio uma fantasia.

Continuo, entretanto,

Engano-me,

Imaginando um coração (oh! doce imaginação) 

Fitzgerald ao lado - Tender is the night. E na imaginação ela ouve versos de Keats, que inspiraram o grande livro daquele que retratou os anos da era do jazz; os anos loucos, os anos 20. Já contigo! Suave é a noite...

Mas aqui não há luz,

Salvo a quem vem do céu como sopro da brisa

Através da umbrosa verdura e de caminhos

serpenteantes e relvosos.

"Ode a um rouxinol"

O cinema? Se ela perguntasse a resposta seria: “meus filmes preferidos são: Breakfast at Tifanis , Jules et Jim, La notte, La Dolce Vita, Bout de souflê. Cinema é glamour, nosso narcisismo projetado na tela. Quem não amou Jeanne Moureau? Jean Seaberg está linda em Bout de souflê; você, Shirley, guarda um quê da magia do cinema”.

Pensar em uma carta; sentar-se à escrivaninha; pôr-se à frente do computador e traçar a escrita.  Como desejo, a carta espera sua resposta; ela impõe implicitamente ao outro de responder, sem o que a imagem dela se altera.

Pôr-se à escrita e seguir o seguinte plano:

1. Que bom pensar em você!

2. Aqui estou em meio aos livros e aos papéis; não tenho você ao lado, crio uma fantasia e me ponho a escrever para você! Variações de uma mesma informação, como um tema musical: penso em você. O que quer dizer pensar em você? Quer dizer: esquecê-la (sem esquecimento a vida é impossível) e despertar freqüentemente desse esquecimento. Pensar em você não quer dizer nada mais que essa metonímia. Por que esse pensamento é vazio: eu não te penso; simplesmente te faço voltar. É essa forma (esse ritmo) que chamo de pensamento: nada tenho para te dizer, a não ser que esse nada é para você que digo: Porque recorri à escritura? 

Não é preciso, fazer pergunta tão evidente, 

Porque, na verdade, nada tenho para te dizer: 

Entretanto, tuas mãos queridas receberão este papel. 

E, após a leitura, serei objeto de tua imaginação Em algum momento a história começa. Como todo começo: um misto de excitação e dúvida. E assim, com sua fértil imaginação, começa a escrita: O constrangimento foi indisfarçável...; na hora, porque a esperava dormindo, não me dei conta. Abri a porta do quarto para procurar Rodiasol – os pernilongos me acossavam no escritório de trabalho e, com sono, levanto-me, trôpego, para dar fim às mordidas que me infernizam, enquanto leio Quarup, de Antonio Callado. Mas, com a penumbra que se formou devido a entrada de luz vinda da sala, percebi de modo fugidio, tão logo entro no quarto, a calcinha branca, cor geralmente usada por ela, as pernas meio dobradas e abertas o suficiente para enxergar o formato da vulva.

Não especulou nada, pois seu foco era o Rodiasol. Nesse transe de não mais que um segundo, ela balbuciou palavras sem muito quê, nem por que: – “Amor, aconteceu alguma coisa?”. Escutou quase que simultaneamente o barulho de cobertor mexido, junto com o rangido do colchão, quando alguém se movimenta na cama. Pegou o Rodiasol sobre a mesa, olhou em direção à cama e ela estava envolta no cobertor.

Não respondeu à pergunta dela; com o Rodiasol na mão, saiu do quarto e fechou a porta. Borrifou então o escritório e se deitou no sofá. Nesse momento imaginou a cena que acabara de ver, ou apenas formar uma imagem, sem qualquer certeza do que se passara. Ela estava se masturbando e fora surpreendida pela súbita presença. No sofá, tentava recompor a situação.

Não tinha dados suficientes, tudo havia se passado, a penumbra e a rapidez do que se passara não davam para formar convicção de que a tinha surpreendido com os dedos nos espessos lábios vaginais. Pela manhã, ela saíra cedo de casa e atrasada; vestira calcinha bege; ele sempre lembra a cor da calcinha que ela veste...; à noite, depois do banho, ela deve ter posto a branca, mas ele não notou, pois tinha na lembrança como havia saído pela manhã. Ficou com isso em mente; se ela saiu pela manhã com casinha bege e a trocara à noite, no dia seguinte, para dissuadir a hipótese de que e cena não passara de miragem, ela estaria vestida de bege...

A leitura de Quarup ficou meio perdida; não conseguia acompanhar as razões do Padre Nando para aderir a luta armada...; no dia seguinte, despertou e viu que ela estava de calcinha branca. Estava ainda sonolento; ela passou por ele e ele a viu, ou interpretou seus gestos, como manifestações constrangidas. Depois que ela saiu para trabalhar, ficou só e voltar a pensar no que havia visto, suposto ter visto. “Ela sabe que a vi se masturbando, mas se comporta como se outra realidade tivesse acontecido".

Fez uma pergunta banal.

– dormiu bem à noite?

– e ela respondeu como respondem as pessoas diante de uma pergunta que bem sabem não foi feita para se obter a resposta verdadeira. Assim, ao invés de mentir, fingiu não ouvir e procurou outro assunto”.

– ontem você abriu a porta e me acordou...

– fui pegar o Rodiasol...

– caramba! Pegar um trânsito agora...; sê liga a TV pra mim? Na Globo...

– deitei tarde...;

li algumas páginas de Quarup...

– pô! Agora não! Não dá pra falar de literatura...

Ela não respondeu o que lhe foi perguntado. O diálogo que se estabeleceu foi uma maneira de prestar contas e, ao mesmo tempo, ocultar. A pergunta - dormiu bem à noite? - se não houvesse masturbação, e uma resposta simplesmente descritiva: – "peguei no sono às...; estava com o sono leve e percebi vagamente quando você chegou; mas, durmo, acordo, e é assim a noite toda" –; ela responderia dessa maneira, a uma pergunta vaga e imprecisa, com resposta vaga e imprecisa. Embora atrasada, Shirley provavelmente acharia tempo para reclamar da médica que cuida de suas cefaléias, que esquecera de tomar calmantes para dormir...

Na resposta, no entanto – você abriu a porta... –, se deteve ao momento em que a teria surpreendido...; mas esqueceu que não dei resposta ao que ela perguntou – ... aconteceu alguma coisa?” –; mas, o que teria acontecido que não mais a interessava?

O livro, Quarup, sempre o interessou. Tudo normal depois que ela saiu. E ela, sempre com humor oscilante; narrativas teatrais de episódios da vida; um ou outro assunto entrecortado pela TV ligada, a ida para a cama. Nisso a certeza de que é um ornamento, que às vezes perturba, mas o ornamento é mantido porque...; bem, porque... bem, pensemos nos romances de cavalaria, D. Quixote.

Há algo de quixotesco, e eu, como ornamento, sou Sancho Pança, necessário para a encenação. Ontem, a cena; agora, tudo está esvaído. Eu nem penso no que aconteceu ou tenho de tudo se não foi nada além de imaginação.

O que ocorreu? Pouco lhe importa; essa é uma escolha; de fato, qualquer que seja a situação, não perguntar nada de modo incisivo; nada o interessa; nada lhe diz respeito; nisso, claro, forte indício de um caráter excessivamente marcado pela obsessão. O traço mudou; outras imagens surgem diante. Se bem que o discurso amoroso seja apenas uma poeira de figuras que se agitam segundo uma ordem imprevisível, pode-se retribuir à escrita um movimento organizado:

Traço os contornos de tua silhueta; 

Contrasto o branco de teus dentes com o negro de teus cabelos; 

Torno presente o doce de tuas palavras; imagino a calça Triton que enche os teus quadris

O traço não é o mesmo; nem poderia ser: numa praça ela está ao lado. Ao fundo, para congelar a imagem, uma Igreja. Esse o lado patético da escrita: esconder-se e se mostrar; tirar a máscara na frente do computador. E não negar que não queria para estas linhas como destino o fogo da lareira. Estas linhas logo a ninguém pertencerão.

Ilustração: Vamp - Franklin Valverde    
Atualizado em ( 17-Jan-2019 )
 
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