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20.Ago 2019
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Imaginário real e realidade imaginária PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jamil Alves   
07-Jun-2019
torres_gemeas_-_franklin_valverde.jpgO imaginário permeia, desde sempre, toda a experiência humana. O campo do imaginário apropria-se da realidade, muitas vezes distorcendo-a ou substituindo-a, numa espécie de simulacro do real que se sobrepõe à própria realidade. 

No caleidoscópio de vozes dialógicas em que as várias facetas da imagem e do imaginário constituem-se, é preciso ressaltar o Logos, “o âmbito da racionalidade” no qual áreas como o Jornalismo pensam estar inscritas, e o Mythos, esfera da subjetividade, que está na base da experiência humana.

 

Assim, as imagens, desde sempre, mas hoje em dia mais que em qualquer outra época, têm como função primordial estar a serviço de uma ideologia dominante que reforça reiteradamente sua supremacia com valores que se impõem no campo do imaginário antes mesmo que na própria realidade em si.

Nesse sentido, pensando num fenômeno midiático muito marcante em que o imaginário se faz presente com grande força, tomemos como exemplo os atentados às torres gêmeas de Nova Iorque: “as torres ficaram mais bonitas depois de sua queda”, disse Baudrillard*. No âmbito do Logos, do mundo real e racional, as torres foram destruídas. No entanto, como valor simbólico, elas plasmam no imaginário, no inconsciente coletivo, a ideia de uma brava nação, que preza seus valores, que ama a liberdade, que sabe cultivar a plena democracia; um país que é, em suma, um modelo a ser seguido, e seus valores, que foram cruelmente atacados, devem ser reforçados e seguidos por todos, mesmo por aqueles que não estejam inseridos em uma lógica de mundo branca, ocidental, anglofalante e capitalista.

Nessa mesma direção, nos meses subsequentes à derrubada das torres, a remoção da estátua de Saddam Hussein, coberta por uma bandeira dos Estados Unidos, de uma importante praça de Bagdá, teve um valor simbólico importantíssimo, pois tal ato sinalizou o fim de seu governo muito antes de que Saddam fosse capturado e impedido, de fato e na realidade, de governar (lembremos que a Saddam Hussein foi imputada, inicialmente, a culpa pelo 11 de setembro, pois teria sido ele, supostamente, o financiador dos planos do grupo terrorista Al Qaeda, liderado pelo terrorista Osama bin Laden).

Aqui, vimos apenas um dos inúmeros exemplos que indicam que vivemos sob a égide das aparências, o império das imagens. O lugar do imaginário nos padrões comunicacionais e midiáticos contemporâneos é preponderante ao da própria realidade, já que, por meio de uma intrincada rede, o imaginário perpassa a realidade, alterando-a e vampirizando-a ao mesmo tempo.

Nestes tempos que correm agora, nos quais o imaginário cultural foi engolfado pela mediosfera**, as imagens, banalizadas e descartáveis, passam a representar uma máscara que se sobrepõe à identidade de fato, que proporciona outra espécie de vida e de persona aparente àqueles que fazem uso dela. A imagem passou a ser mais que uma simples imagem, foi promovida à categoria de epifania, pois provoca uma exaltação passageira e faz as pessoas crerem que sofreram alguma transformação real e decisiva.

Portanto, simples imagens (uma foto dessas, ridículas, com gente fazendo bico e arregalando olhos), que vemos aos borbotões nas redes sociais, parecem fazer parte do Logos, imagem da realidade; porém, na verdade, escapam do mundo empírico e factual, instauram e ressignificam o Mythos, a realidade da imagem, a realidade a partir da imagem. Já não é mais a imagem como simples registro da materialidade do mundo.

(*) - Sociólogo e filósofo francês (1929 – 2007).

(**) - Tudo aquilo que acontece na esfera da mídia, dos meios de comunicação.

Atualizado em ( 07-Jun-2019 )
 
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