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terça
02.Jun 2020
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Registro banal e arrogante da mediocridade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Umba Hum   
27-Abr-2020

https://meobhujemadma.gq cahiers<_franklin_valverde.jpgChegou o professor Das Amoras, ele o viu e, logo, pensou: “corre como se sempre atrasado...”. Isso pouco importa para ele, contudo; apenas um registro. Sai do carro e, do estacionamento, e vai até a biblioteca. Sim, sim, alguns textos dos enter site Cahiers du cinema são lidos de passagem; algumas páginas da http://taylor.evolt.org/map179.php Artforum folheadas. Sabia que devia preparar anotações para a aula que daria, mas estava ausente, com o pensamento distante; nos devaneios na biblioteca, lembra de conversa que teve com o professor Birrir.

 

“Por meios indiretos, me esclareceu o que se passa no College...; mais que esclarecer, antes das aulas, o que lhe importa nesse ambiente é cumprir o protocolo...; curioso, ele se coloca numa situação do tipo: joga com as regras, e eu estou nos antípodas desse mundo medíocre em que vivemos...”

Enquanto ele tenta se concentrar para a aula “esses pontos me parecem bom levantar...; mas, devo dizer, inevitável, não me sinto bem aqui...”. Na conversa com Birrir, este lhe dissera que está de saco cheio de aulas e que não tem muito mais a oferecer. Revela que vive uma situação absurda, mas não vê outra saída. Tanto quanto ele, Birrir é de um tempo em que o saber foi um motivo impulsionador; tanto quanto Birrir, ele sente náusea com a situação em que se encontram.

Naquele ambiente, o College..., convive parte da elite econômica, artística e intelectual do país. Como Birrir, quando estudante, tinha no horizonte um espaço de intervenção política e cultural. Por isso, relembra do tempo em que todos os assuntos eram discutidos, em que as opiniões eram debatidas. Como Birrir, sabe que aquele tempo passou, que o lugar em que está reina a apatia geral, coberta por conhecimentos especializados e jogos de aparência, em que conveniências sociais importam, mas não o saber. Melhor, sente que a ausência de conhecimento não gera qualquer constrangimento, ou o constrangimento ocorre se alguém colocar em pauta numa conversa trivial na sala dos professores a intervenção francesa no Mali. Na verdade, ele se irrita ao perceber que o assunto é tratado com o mais absoluto lugar comum, que não faz senão repetir uma ou outra bobagem midiática. Entende, portanto, o enfado de Birrir; destilar conhecimentos num mundo de terra arrasada é um contrassenso. Mas, justamente por isso, fica a remoer a conversa com Birrir.

“Birrir disse que vive no College... com a mediocridade, que ali se instala e num ambiente medíocre não tem o que oferecer; mas se alguém como ele se enfurece, se entendia com a mediocridade, mas segue as regras do jogo, isso não implica que tenha se resignado? Birrir está longe da mediocridade que reina. Romper, então, para escapar ao horror?” Isso tem um preço, conjectura, um preço muito alto. “O mundo em que vivemos cobra muito, por todos os lados. Romper significa cometer suicídio, mas isso, o suicídio, teria que ter algum sentido e não me parece que seja uma atitude louvável. No horror do College... há bons alunos. É para esses que, lotéricos, há sentido em permanecer”.

São os alunos, aliás, que o levam a pensar que, ao contrário do que disse, Birrir tem muito a oferecer; sim, os bons alunos reconhecem e admiram Birrir, ele sabe disso e por isso tem consciência de que, por pior que estejam as coisas, estranhamente há sinais que contradizem o fim dos tempos. Melhor, pondera que Birrir pode não ter dúvida com respeito ao que oferece. No fundo, tanto quanto Birrir, ele sente que antes de tudo lhe resta apostar. Essa uma aposta um tanto insana, como qualquer aposta. “Mas é assim que caminha Andrei Rublev, no filme de Tarkovski; por entre escombros, ruínas, miséria e violência na Rússia, antes dos Romanov. Num mundo de horror, mesmo assim Rublev encontra razão para pintar. O caso é que, no horror em que nos encontramos, quem como Birrir se enfurece, sente que essa comédia afeta o fígado, mas pelo simples fato de ser como Birrir, ele como eu deixamos uma centelha que não tem como não iluminar”, se ele tem o que oferecer, pondera com melancólico otimismo.

senjouin-kikishiro.com/images/kodijen/1843.php llustração: Cahiers – Franklin Valverde go  

 

Atualizado em ( 27-Abr-2020 )
 
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