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Onda Latina

sexta
01.Jul 2022
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Falsas expectativas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Umba Hum   
29-Mar-2022

falsa_rebelde<_franklin_valverde.jpgFez ela curso de Direito por pressão da família. O pai, advogado, a irmã, já formada em direito, e o cunhado, um conhecido constitucionalista paraibano, com livros publicados e sócio, ao lado do pai, de importante escritório de advocacia, fez a vida em São Paulo. Não havia como ela se perder em caminhos que não o do Direito. E assim ela, como não poderia ser diferente, fez estágio no escritório do cunhado. Tudo conforme o rito doméstico, o que alegrava seu pai. Tudo em família.

 

Tentou, no entanto, duas vezes e foi reprovada na prova da OAB. Para ela, e para o entorno, grande frustração. Podia pensar num concurso público. Mas imediatamente desestimulada. Isso não era para gente do nível dela: “Concurso público é coisa de pobre; minha filha não se presta a isso”, dizia o pai. Ela, de qualquer forma, escaldada pelas provas da OAB, não queria se expor a mais uma experiência frustrante. Sabia ela que nunca havia levado Direito a sério. Frequentou o curso com mais interesse em laçar um rapaz que a pudesse sustentar. Portanto, bem de vida e sério como quem faz Direito e com ele ganha a vida. As aulas lhe eram enfadonhas, pouco atrativas e o pós-aula, com rapazes do curso nos bares que circundam a faculdade, era muito mais interessante.

Fortemente seduzida pelo mundo burguês, educada de acordo com a mais ilibada tradição paulista de classe média em ascensão, para ela tudo que envolvesse cultura ou pensamento era um porre. A família, sim, era uma dessas que olham o mundo dos ricos e das celebridades como um espelho a ser mirado. Conhece o país como um branco conheceria a Rodésia, no tempo em que esta existia antes de se tornar o Zimbábue, e era governada pelo racista Ian Smith.

Sobre a faculdade que cursou, na impossibilidade das escolas criadas em 1827, o pai pagou caro por uma dessas que são inventadas em fundo de quintal, com a condição de que fosse ocupada por iguais, e não pelo rebotalho que se serve de mecanismos criados pelo governo para ingresso no curso superior de ensino. Foram cinco anos vividos em plena euforia de Pompeia antes que o Vesúvio petrificasse os desatentos. Terminada a peleja, a angústia pelo fracasso na obtenção do registro oficial para caminhar soberana pelos fóruns. Para a família tradicional, distante da Corte, um peso nas costas e a falta de perspectivas.

A narrativa a partir daqui podia tomar caminhos inauditos, enveredar por temas e situações sem qualquer dose de controle. Isso porque há muito mais em tudo que acontece na vida. E há muito a se esperar no mundo das aparências. Ela fazia o jogo doméstico. Gozava o conforto propiciado pelo pai, por isso fez o que não queria, Direito. Fazer o jogo doméstico, contudo, tem seus limites quando não se tem bala no pente da automática. Refém das circunstâncias, ela não tinha o que esperar senão que ocorresse algo completamente fora do quadro da expectativa corrente. Pois lhe era insuportável a prestação de contas pelo fracasso nos exames da OAB. E os anos de fervor estudantil haviam passado com o término do curso.

Subitamente, o cunhado entrou na vida política; subitamente, foi eleito senador pelo estado da Paraíba; subitamente, a irmã engravidou. Tudo tão repentino e ela mergulhou no meio de tudo.

- Você não quer passar uns dias comigo depois que teu sobrinho nascer?

- Você tá brincando; deixar os pais e ir pra Paraíba?

- Vou precisar de alguém comigo; fico sozinha naquele fim de mundo; e aqui você faz o quê?

- E lá, fazer o quê? Você vai me sustentar?

- Aqui quem te sustenta?

- Você vai contratar babá, não vai?

- Claro, não tem como; mas dá pra confiar em nordestino?

- Você pode não confiar; tudo gente feia e burra, mas não é de lá que teu marido enche o bolso?

- Quer ou não? E, sem indireta; você só gasta; e acabou a mamata no escritório de teu cunhado; ele vai manter a coisa só pra fachada; você vive no mundo cor de rosa e depende dos pais; sem o escritório ele tá só com a aposentadoria; você acha que o pai tira o dinheiro pra você gastar de onde?- Não sei se vou; posso pensar?

- Poder pode, só que, você acha que os pais precisam de você, a boa filha? E dá uma gargalhada. Você não acha que para eles é um saco te sustentar aqui? E você não sabe que sem trabalhar eles vão ficar no teu pé por causa de tuas noitadas?

- Não seja idiota, se eu for pra lá você não acha que arrumo confusão aqui? Você não conhece o pai e a mãe? Eles ficavam no teu pé; você esqueceu a confusão que deu quando você saiu de casa?

- Não seja idiota você; tô pensando no teu bem; aqui você tem emprego?

- Puta que pariu, é assim que você que me convencer?

- Desculpa, mas, pô, sem OAB e o escritório de teu cunhado você vai fazer o que aqui? Concurso público? E soltou nova gargalhada de deboche.

- Caramba, mina, pra você eu sou um zero; e você promete alguma coisa além de ficar com você e o meu sobrinho?

- Você não acha que teu cunhado não pode te arrumar uma boquinha com a política?

- Eu vou pensar, já disse; você pode esperar?

- Tá bom, o parto é a semana que vem, você sabe, antes eu quero a resposta, tá bom?

- Só uma coisa: por uns dias? Você quer que eu vá pra Paraíba pra ficar quanto tempo?

- Sei lá, acho que aqui não tá legal pra você, e você só enche o pai e a mãe; lá você vai fazer o que quiser, não é isso que você quer?

- Se tiver trabalho lá; mas você já falou com teu marido?

- Tu é burra, hein! Você acha que eu ia falar isso sem falar com ele?

- E o que ele acha?

- Cacete, meu! Você não conhece teu cunhado?

- Pô, manera! Já falei, vou pensar, mas acho então que é melhor a gente conversar com o pai e a mãe, você não acha?

- Sim, claro, vamos conversar com eles, todo mundo, mas acho mais fácil conversar com eles que com você; e eu e teu cunhado já falamos sobre isso; ele tá tentando te encaixar numa secretaria, sei lá; mas falamos pro pai que já tá tudo arranjado; essa a ideia, você concorda?

- Eu vou falar com o pai; a conversa pode ser amanhã?

- Vou ver se teu cunhado tem tempo; hoje à noite te ligo confirmando, tá?

- Tá bom, o pai tá aposentado, tem tempo livre; pra mim tudo bem, marcamos um almoço amanhã; você sabe com o pai gosta, e então a gente fala sobre isso e vamos ver; se pro pai e pra mãe tudo bem, eu vou; certo, mina?

- Melhor assim, não?

Não foi difícil para o cunhado arrumar uma colocação para ela. Nepotismo, cabide de emprego, troca de favores. Não há como imaginar a vida política no Brasil sem favorecimentos. O cargo, secretariar um deputado na Assembleia Legislativa da Paraíba. Trabalhava dois ou três dias por semana. Não tinha horário de chegada nem de saída. Tudo dependia do tempo em que ficava vigiando o trabalho das babás do sobrinho. Eram duas e se revezavam 24 horas todos os dias, inclusive finais de semana e feriados. Se houvesse o que exigisse sua presença, ela sequer dava as caras na Assembleia. “Cacete, meu, hoje o pequeno amanheceu com febre. É um porre a ALPB, mas hoje não vou; vai ser daqueles dias; se a febre não baixar...”.

O que a aborrecia, de qualquer forma, é que para ela não havia rapazes em João Pessoa. E a promessa de noitadas na capital paraibana foi como enganar criança que pede doce e a mãe promete para a manhã que nunca chega. Longe dos pais e da encheção de saco em São Paulo. Longe também do agito paulistano e tendo o dia a dia sem atrativos entre nordestinos.

- Aqui só tem índio, tudo tapuia, cabeça chata, cada cara ridículo. Pô, os caras são muito feios!

- Você só levou pé na bunda em São Paulo. A mãe falou do teu professor no Direito...

- A mãe é foda. Abre a boca pra falar o que não é da conta dela.

- Tem político aqui que tem filho interessante.

- Nada a ver.

- Vai, você tá esnobando; o filho do governador não é de jogar fora.

- No almoço, lembra? Ele não deu trela.

- Tá, mas você tá querendo que ele se jogue em você porque você é de São Paulo?

O cunhado tinha a agenda bem agitada. Praticamente não ficava em casa. Um apartamento no bairro Manaíra, de mais alto padrão, na Rua Maria Eunice Fernandes. Ampla varanda em forma de L, sala com três ambientes, quatro suítes, a do casal com...; cozinha e lavanderias espaçosas. Na falta de atrativos em João Pessoa para as exigências delas, dividiam o tempo entre a academia de ginástica e a piscina, entre fofocas sobre a breguice, pobreza e feiura dos nordestinos. A vida social delas, embora rarefeita, continuava em São Paulo. Em João Pessoa, uma ou outra vez iam ao shopping, que ficava a quatro quadras do apartamento, logo depois do cruzamento...

Os fins de semana em São Paulo eram agitados. Sempre uma festa, casamento de um amigo, de um amigo do amigo, uma balada. Ela era habitue da noite paulista. O grupo de que se aproximou na faculdade, era típico de classe média alta, que frequenta os Jardins, tem comportamento conservador, que saiu do armário em tempos de furor da extrema direita. Casamento na Igreja, colação de grau, baile de formatura, almoços familiares, dia das mães, peru de Natal, trocas de presentes, bebedeiras, rachas, academias de ginástica, tatuagens que dão o ar de falsa rebeldia. Nenhum compromisso fixo, por isso ela ficava cada final de semana com um rapaz diferente. Todos identificados como PSDB, viam o PT como razão de escárnio, sinal de pobreza e feiura, de rebanho que come pão com mortadela em dia de manifestação. Embora alguns, por outro lado, os mais atentos à política, sejam simpatizantes do MBL e tenham Olavo de Carvalho como guru, o guia espiritual máximo. Ela absolutamente alienada se envolvia em política apenas no comezinho. Tinha o PT como motivo de ódio supremo. Para ela, ainda que não soubesse o que isso significava, se vivesse nos extremos da atuação do Santo Ofício, achava que todos petistas deviam ser devidamente queimados na fogueira. Mas ela, na impossibilidade do extremo, bem usava redes sociais, facebook, instagram, para destilar seu ódio, instigar gozações em memes, propagar fake news. Era assim que vivia em São Paulo, onde tinha atividade sexual intensa, para desespero dos pais, que vendavam os olhos e imaginavam uma filha virgem, que entre os colegas de faculdade era conhecida como corrimão (quem chegava primeiro pegava, e quem vinha atrás, na fila, pegava em seguida).

- Mãe, vai o pessoal da faculdade, tem homem e mulher.

- Já disse que você não vai; onde já se viu passar fim de semana fora de casa, com amiguinhos de faculdade.

- Mas mãe, eu já paguei minha parte no aluguel da casa que a gente alugou em Itatiaia.

- E só agora tá falando!!?? Pra começo de conversa, você sabe que teu pai não vai deixar; e ainda tem essa, você paga as coisas sem avisar, pra forçar. Isso é sacanagem sua! É um absurdo! Dormir fora de casa? Eu não criei uma filha puta.

- Mãe, o pessoal sempre aluga casa e eu nunca vou; a carola, ficam tirando sarro. Nunca teve problema. E tem adulto responsável. A tia do... ; eu deixo telefone dela pra você...; você liga e pergunta como é...; mãe, por favor, fala com o pai.

- Você só me mete em enrascada...

A vida agitada em São Paulo não existia na Paraíba. A vida intensa em São Paulo, de qualquer forma, também era intensa no convívio com os pais. No jogo doméstico, sem fonte de renda, ela e seus caprichos materiais eram sustentados, com a condição de que fosse uma filha obediente, que respeitasse horários e não gerasse comentários. A mãe lhe impunha, nunca chegar de uma balada depois da meia-noite, o que invariavelmente ocorria junto com uma explosão de cólera. “Eu não criei filha pra ser puta!”. Estribilho que se repetia praticamente todo final de semana, pois a mãe, conservadora, sabia bem que a filha fazia o que ela também fazia quando era da mesma idade. Os adultos conservadores, e mesmo os que estampam slogans liberais, a esse respeito, denegam as loucuras de juventude. Apagam o passado, colocam uma cortina de fumaça e repetem padrão de comportamento tão previsível quanto fingir que não vê as rugas no rosto diante do espelho. Assim, nada nela, assim como nas amigas dela na faculdade, que fugisse ao que todos sabiam e fingiam que não sabiam: a intensa e escondida vida sexual das filhas. Os conservadores tão só revelam o que outros dizem, que no fundo as aparências se sobrepõem à realidade. Preservar a filha não era senão preservar a família. Essa a imagem mais notável no ideário fascista e que coloca em campos opostos conservadores e liberais. Para ela e sua família, isso ela aprendeu bem, o PT, o comunismo, era a esbórnia, o reino de Sodoma e Gomorra, a corrupção da vida moral. Os hormônios estão em ponto de bala na juventude, “eu sei disso, meu pai e minha mãe sabiam, a filha de minha filha também vai saber; assim é a vida...”. A mãe escondia de si mesma que pensava assim. Sua própria experiência não a enganava que a filha não era mais virgem. Mas a questão não era que a filha fosse aproveitada pelos rapazes e sim que tios, tias, primos e tantos outros na família a encontrassem em situação suspeita, ou mesmo não a havendo inventassem histórias que ela sabia bem podiam não ser verdadeiras, mas alimentavam fofocas.

Vigiar as babás era um tanto desagradável. Elas percebiam, se incomodavam e geravam desentendimentos. O ambiente em João Pessoa, de fato, havia mudado pouco o cotidiano dela. A vantagem é que quando voltava para São Paulo era recebida pelos pais como visita e um protocolo tácito a deixava razoavelmente livre pra ver amigas que não via como as via antes...; assim, embora rusgas e tensões ficassem no ar, sabia que não ficava muito tempo na aporrinhação dos pais. Dois ou três dias em São Paulo, um ou outro olhar torto da mãe, e voltava para as babás em João Pessoa.

- A gracinha não veio hoje; desculpa de dor de dente; você fica esperta no teu sobrinho.

- Tá, tudo bem; hoje foi um saco na ALPB; vou deitar mais cedo; se precisar de madrugada pode deixar.

- Ele deve tá cansado; brincou à tarde toda no playground; tá brincando no quarto dele; logo cai no sono.

O cunhado, que tinha chegado de Brasília, jantou e foi pra cama. A irmã percebeu a malícia dele e depois dessa conversa rápida com ela também foi pra cama. Ela ficou na sala vendo TV. Alguns minutos se passaram e ela ouviu gemidos do quarto da irmã. Sabia bem o que estava acontecendo e ficou excitada. Não conseguia mais prestar atenção à TV, pois o barulho no quarto da irmã aumentava cada vez mais. Há dois meses sem sexo, os gemidos da irmã a deixavam cada vez mais excitada. Já podia sentir os efeitos na umidade que vazava em sua calcinha. Ela se levantou, foi para o quarto, pôs o NB no colo e abriu um site pornô, Sexo Quente. Sua atenção se dispersou, ela perdeu a noção do tempo, sua imaginação fluía, seus dedos se movimentavam com grande intensidade.

“Caramba! Meu, você não tá ouvindo? Teu sobrinho tá berrando de tanto chorar. Ele deve tá cagado, caralho! Vai trocar ele; é pra isso que você tá aqui”.   Com os berros da irmã, ela se levantou assustada: “tô indo...”.

Diante da criança, pensamentos nebulosos ocupavam sua mente: “Que porra faço aqui?”. Maquinalmente trocou o sobrinho, depois fez mamadeira e o colocou pra dormir. Voltou para o quarto e deitou com seus pensamentos nebulosos. Apenas era a serviçal que convinha à irmã.

virbtilsettgedi.ga Ilustração: Falsa rebelde - Franklin Valverde

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Atualizado em ( 29-Mar-2022 )
 
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